Os meus pais vieram de Rio Tinto para o Porto porque não queriam ter carro.
O Pedro Pinheiro saltou do público na tertúlia da APRUPP e desatou a contar como é a sua vida de bicicleta na Querida Imbicta. Pelo meio, ou melhor, no início, explicou a principal razão para se querer viver no centro das cidades.
Como o autor não sabe que estou a publicar isto, trata-se de um testemunho à má fila.
Os meus pais vieram de Rio Tinto para o Porto porque não queriam ter carro.
Eu, um dia tive um acidente que inutilizou o meu automóvel e achei que não fazia sentido comprar outro. Foi assim que comecei a usar a bicicleta.
Curiosamente, dantes era um atleta que pesava 70 quilos (acho que foi isto que ouvi) e usava o carro. Agora, peso 90 e vou de bicicleta para todo o lado.
No Porto faltam pontos de ancoragem para as bicicletas. A Câmara também devia arranjar uma solução para a ciclovia da Avenida Montevideu, marcando melhor a separação do espaço dos peões. É que assim está um perigo. No outro dia ouvi uma mãe dizer às crianças para saírem do meio das pessoas, para irem brincar para a “pista”.
A fotografia lá em cima é do David Afonso, penso eu, e foi roubada de aqui.
