Asprela – 5 de Outubro

A Susana Oliveira deixou uma mensagem na caixa de comentários dos contactos da Adega do Ciclista com a seguinte questão:

Desloco-me usualmente de bicicleta para o trabalho, mas se quiser continuar a fazê-lo terei de usar o trajecto Asperela-5 de Outubro.

Estive a ver o mapa que sugere, mas não tem indicação da duração aproximada nem da dificuldade associada. Será que pode adiantar-me alguma informação nesse sentido para eu avaliar se é ou não exequível para mim?

Ora bem, o trajecto tem aproximadamente 5,5 quilómetros, o que não é nada de mais.

A ida faz-se bem, sendo a maioria feita em Costa Cabral (totalmente plana) e a descer a Constituição, que com trânsito obriga a alguns cuidados, mas nada de especial. Quinze a vinte minutos devem bastar.

O regresso já é um pouco mais chato, porque obriga a subir de volta o que desceu na Constituição, sendo o caminho mais directo o que segue por Domingos Sequeira, Egas Moniz e Damião de Góis até ao Marquês, podendo ser um bocado aplanado subindo pela Estação da Casa da Música até à Avenida de França e daí até à Rua da Graciosa e Oliveira Monteiro.

O mapa referido pela Susana foi criado quando escrevi este postal.

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7 thoughts on “Asprela – 5 de Outubro

  1. Muito e muito obrigada pelas informações adicionais Miguel! Sinto-me francamente tentada a experimentar! Depois conto-lhe como correu… Continuação de boas cicladelas! :)

  2. Fiz durante meio ano parte desse percurso, (ia da Areosa a Massarelos) e só posso recomendar. A Costa Cabral faz-se muito bem nos dois sentidos, mesmo em hora de maior movimento. Na Constituição, ou na Damião de Góis no caminho inverso, é que é preciso estar mais atento, mas nada de especial.
    Força!

  3. Desculpem lá a questão que é off topic, mas; como é que vocês fazem para circular na Damião de Góis? Destesto estorvar o trânsito. Não tem que ver com com os automóveis, que também uso, embora tendencialmente menos, mas sim com o respeito pelas pessoas independentemente de como se deslocam. Quando estou de carro, se for preciso faço 500m a pé mas nunca estaciono em segunda fila, ou num local impróprio, seja para ir ao multibanco, à farmácia ou para deixar os miúdos à porta da escola. O desrespeito pelos outros, mais do que propriamente pela lei, deixa-me completamente indignado! Da mesma forma, se circulo de bicicleta e se estou a atrasar o trânsito procuro desviar-me e ceder passagem. Ou seja, sem nunca recorrer a malabarismos exagerados, faço os possíveis para não empatar o trânsito. Ora na Damião de Góis nunca sei por onde hei-de circular! Se vou encostado à direita vou pela faixa de BUS a incomodar os transportes públicos, se vou pela faixa do meio sou alvo dos mais variados insultos e das mais arrojadas tangentes daqueles tipos que gostam de passar de gás para depois ficarem em fila nos semáforos. Pelo passeio também não me parece bem! Sinceramente prefiro evitar a Damião de Góis, seja hora de ponta ou não, mas gostava de ouvir os vossos comentários e sugestões.

    • Viva Paulo, a questão não é tão simples.

      Eu SOU trânsito, tenho direitos e ocupo muito menos espaço que um carro. Transporto os meus 75kg numa bicicleta de 14, que ocupa menos espaço que o meu próprio corpo. Se alguém precisa de 6 metros quadrados e uma tonelada e meia para se transportar, tem que perceber que não pode exigir mais espaço aos outros.

      Se vou no trânsito, a minha preocupação é a minha segurança, e mantenho sempre os 1,5 metros para os carros estacionados à direita, para dar espaço de manobra em caso de se abrir uma porta, um carro começar a saída do estacionamento, etc.

      As coisas estão a mudar. Em cidades como Copenhaga, Amesterdão não passa pela cabeça de ninguém desviar-se para um carro passar. Em Barcelona, Paris ou Londres, começa a acontecer o mesmo.

      As pessoas dos carros, se têm carros parados à frente, abrandam e engarrafam. Devem abrandar também quando vêem uma bicicleta.

      Querem rapidez na cidade? Comprem uma mota, uma bicicleta, um carro mais quequeno. Em suma, ocupem menos espaço.

      Um abraço!

    • Concordando com a opinião do Miguel, é também uma questão de bom senso, inicialmente seguia pela faixa mais à direita (A do meio, se contar com a do BUS), no entanto, após muitos insultos, tangentes de carros tanto pela esquerda como pela direita, desisti e passei a circular pela faixa BUS, variando para a faixa do meio quando via que iria empatar algum taxi ou autocarro.

      Sei que a questão de poder utilizar ou não a faixa dos autocarros é controversa, mas rapidamente constatei que qualquer bicicleta acaba por circular mais rápido que os autocarros, (sendo que muito raras vezes fui ultrapassado por um), e no fundo acabava por realizar um trajecto mais seguro e rápido.

      Passeios é que nunca!

  4. Pingback: Eu SOU trânsito « Um pé no Porto e outro no pedal

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