A Daniela e o Nuno apinocaram-se todos e vieram à Adega do Ciclista contar como foi. São os quinquagésimos quartos fregueses a fazê-lo e deixam-me com um sentimento misto de orgulho por estar a fazer o que deve ser feito, e de um certo embaraço por trazer aqui postais tão directamente ligados ao meu negócio. Mas prontos, é a vida, já o tinha dito.
Conhecemos os duendes numa incrível coincidência (isso existe??) , no próprio dia da inauguração da apelidada Megastore. Enquanto passeávamos quase desinteressadamente pelo MMM, encontramos uns rapazotes atarefadíssimos a ultimar algo. A curiosidade foi maior do que a vergonha e logo ali ficamos a conhecer o projeto Veloculture e a nova vaga do MMM.
Resultado?
Um mês depois estávamos a partilhar o entusiasmo e a comprar duas Olov´s. Ao mesmo tempo deixávamos o ginásio e passávamos a considerar a deslocação por bicicleta como a 1ª opção sempre.
Finalmente deixávamos de circular sozinhos num carro de 5 lugares e a vociferar contra as gasolineiras! As bicicletas estão “pagas”. Só com o que poupamos no ginásio em 6 meses já cobrimos o investimento inicial.
Seis meses passaram e não podíamos estar mais felizes com a mudança do paradigma de transporte. Agora circulamos “mais barato”(- um depósito que dava para 2 semanas, agora ultrapassa as 7 semanas!), “mais saudável”, “mais ecológico”, e acima de tudo mais alegres.
Nada se compara a regressar a casa de bicicleta depois de um dia de trabalho ou de uma tarde a respirar maresia na marginal de Matosinhos e afins. Mas a minha viagem
preferida é mesmo a do regresso a casa depois de fazer turno de noite! Im-pa-gá-vel!O futuro é mesmo das bicicletas.
E tal como dizemos nas consultas de Macrobiótica: ”A mudança é inevitável, a aceitação é opcional”.
O trajecto diário da Daniela e do Nuno pode ser visto aqui.
