… descobrires a tua alma gémea num filme? E se essa alma gémea não for a loira bonita?
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… descobrires a tua alma gémea num filme? E se essa alma gémea não for a loira bonita?
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Via Peão Exaltado.
Há uns meses atrás, recebi um email por causa dos empréstimos. Tratava-se de uma rapariga da Letónia que estava pela querida Imbicta num projecto de voluntariado e queria uma bicla para andar no dia-a-dia.
A única bicicleta que tinha disponível na altura era “O Canhão”, uma Bike Tour semi avariada, que no último ano andou de mão em mão.
Apesar da maior parte das pessoas com quem me dou actualmente ter mais do que uma bicicleta, poucas se disponibilizaram para o projecto. O Vitor, dono d’”O Canhão” foi dos poucos a chegar-se à frente e até é menino a necessitar de uma bicla nova, que a que tem é pouco mais prática que esta.
Curiosamente, alguns dos amigos mais chegados, um concretamente, até fazem questão de coleccionar charutos, mas dizem que nunca sabe quando vai precisar de todos eles ao mesmo tempo.
Voltando à Letã, o seu nome é Irita e foi voluntária na loja de comércio justo do Parque da Cidade. Levou “O Canhão” e diz que foi perfeito, não como meio de transporte, mas como uma forma de manter a forma. É que, para além dos 20 quilos de material foleiro, as mudanças entravam mal e o travão da frente estava empenado, travando a roda. Apesar de tudo, ainda deu umas voltas, tendo chegado até Espinho, passeio em que não deu com o caminho de volta a casa.
Relativamente à ciclabilidade da nossa linda cidade, achou a coisa fraca. Primeiro, andava com “O Canhão”, logo a cidade só podia descer – admite que com uma bicicleta noutras condições a coisa até devia ir bem. Depois, o trânsito é caótico, não existindo “bike routes” que se possam chamar “bike routes” e não temos por onde ir em segurança.
Parecendo que não, estamos às portas do Outono e a Irita está de volta à Letónia e ao aconchego de um país onde se pedala debaixo de neve.
California Cyclists Are About to Get Three Feet of Breathing Room
California cyclists are about to get a bit more breathing room on the roads with the passage of a long awaited safety bill through the state Assembly on Monday. The bill would mandate a three foot buffer between passing vehicles and cyclists—at least 20 other states already have such a law in place. Pennsylvania leads the bike safety race with a four foot buffer passed into law this spring.
Enquanto por cá, andamos todos acagaçados com o que aí vem para melhorar as condições de segurança dos ciclistas.
Ler tudo no Good.
Fotografia: Alice Bernardo.
A Daniela e o Nuno apinocaram-se todos e vieram à Adega do Ciclista contar como foi. São os quinquagésimos quartos fregueses a fazê-lo e deixam-me com um sentimento misto de orgulho por estar a fazer o que deve ser feito, e de um certo embaraço por trazer aqui postais tão directamente ligados ao meu negócio. Mas prontos, é a vida, já o tinha dito.
Conhecemos os duendes numa incrível coincidência (isso existe??) , no próprio dia da inauguração da apelidada Megastore. Enquanto passeávamos quase desinteressadamente pelo MMM, encontramos uns rapazotes atarefadíssimos a ultimar algo. A curiosidade foi maior do que a vergonha e logo ali ficamos a conhecer o projeto Veloculture e a nova vaga do MMM.
Resultado?
Um mês depois estávamos a partilhar o entusiasmo e a comprar duas Olov´s. Ao mesmo tempo deixávamos o ginásio e passávamos a considerar a deslocação por bicicleta como a 1ª opção sempre.
Finalmente deixávamos de circular sozinhos num carro de 5 lugares e a vociferar contra as gasolineiras! As bicicletas estão “pagas”. Só com o que poupamos no ginásio em 6 meses já cobrimos o investimento inicial.
Seis meses passaram e não podíamos estar mais felizes com a mudança do paradigma de transporte. Agora circulamos “mais barato”(- um depósito que dava para 2 semanas, agora ultrapassa as 7 semanas!), “mais saudável”, “mais ecológico”, e acima de tudo mais alegres.
Nada se compara a regressar a casa de bicicleta depois de um dia de trabalho ou de uma tarde a respirar maresia na marginal de Matosinhos e afins. Mas a minha viagem
preferida é mesmo a do regresso a casa depois de fazer turno de noite! Im-pa-gá-vel!O futuro é mesmo das bicicletas.
E tal como dizemos nas consultas de Macrobiótica: ”A mudança é inevitável, a aceitação é opcional”.
O trajecto diário da Daniela e do Nuno pode ser visto aqui.
Fui convidado pelos amigos da APRUPP para ser uma das pessoas a falar numa tertúlia sobre mobilidade no Centro Histórico. É no dia 13 de Setembro na Garagem do Comércio do Porto.
Podem vir, a malta gostava. De bicla.
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Post scriptum: os oradores vão ser os seguintes:
Gonçalo Gonçalves – vereador da CMP
Ricardo Santos – morador na Baixa do Porto
Miguel Barbot – bloguer
Álvaro Costa – professor na FEUP
Nova legislação para prevenir acidentes com bicicletas
O número de acidentes a envolver bicicletas tem vindo a aumentar. Só no ano passado morreram vinte e nove ciclistas nas estradas nacionais. Com o crescente aumento de portugueses a usar este veículo, o governo está a preparar nova legislação. O objectivo é aumentar a segurança na convivência entre ciclistas e automobilistas.
RTP.

Fotografia da Alice.
‘Ordinary things wear lovely wings’, wrote the Irish poet Patrick Kavanagh. I’d like to think he had a bicycle in mind when these words came to him. Certainly, Kavanagh rode bicycles. He grew up in Ireland in the early part of the 20th century, when the bicycle was a fundamental tool of rural life, a life Kavanagh keenly and often beautifully observed in his poems.
Then, the vast majority of bicycles were sturdy, black, steel-frame roadsters with luggage racks and leather saddles, made by the likes of Raleigh, Rudge-Whitworth and Humber. They were utilitarian machines. They were built to last. They cost ten pounds.
Advances in technology mean that you can now spend £10,000 on a featherweight bicycle made from futuristic materials with electronic gears. Yet for most of us the bicycle remains an ‘ordinary thing’, something we use daily to go about on mundane business.
Because it has ‘lovely wings’, though, the bicycle still plays a unique part in our experience and holds a place in our hearts, as the pages of this magazine affirm.
Rob Penn, na Bone Shaker #9.
Árvore cai e danifica viaturas na Baixa do Porto.
E aqui o Velho Lau corrige, acrescentando:
Árvore cai e danifica viaturas estacionadas abusiva e impunemente em cima do passeio, na Baixa do Porto.
Ver o vídeo, no JN.

A baleia do Hazul na Rua do Calhau.
Walk&talk Azores is the international public art festival that annually transforms the Island of São Miguel in a privileged stage for contemporary art. It gathers artists from all over the world to create a route of site-specific installations, that crosses and shares multidisciplinary expressions, conceptualized in it’s relation with space, culture and local communities.
Claro que não vou fazer o trabalho deles e traduzir isto para português (a sério, que está em inglês), mas vale a pena mostrar o oposto da mentalidade entaipadora de certos autarcas de província.
Onde uns vêem vandalismo, outros vêem arte, onde uns vêem invasão de propriedade, outros vêem trabalho cooperativo, and so on, and so on.
Walk&Talk Azores, mas (e melhor para quem não fala estrangeiro) aqui.
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Post Scriptum: Por falar na linda baleiona que está lá em cima, vejam isto que andamos a fazer lá pela Megastore.
Viajar de comboio com uma bicicleta é cada vez mais difícil nas linhas da CP
Catarina Ventura quis levar a bicicleta no comboio de Lisboa para o Porto. O objectivo era regressar, pedalando, do Porto para Lisboa, o que viria a fazer, numa viagem que demorou seis dias. Mas para a Invicta não foi sobre carris. Alugou um carro porque a CP não lhe garantiu que pudesse levar a bicicleta nos comboios regionais – a última palavra tem-na o revisor, que é também quem vende os bilhetes para os passageiros que se fazem acompanhar por veículos com duas rodas.
Ia aqui o Velho Lau muito calmamente ao final da tarde a caminho de um promissor jantar em família, quando passou a toda a velocidade uma coisa pouco vulgar: uma rapariga com um cão dentro de uma daquelas caixas de fruta amarrada à bicla. O bicho não era daqueles a pilhas e tinha um tamanho já respeitável.
Como tinha a máquina comigo, instintivamente acelerei a bicicleta e fui atrás dela. Quando a apanhei, umas dezenas de metros mais à frente, logo a reconheci.
Alguns de vocês lembram-se da Luísa. Não vai há muito tempo, que a entrevistei para o projectinho com o pessoal do Primavera Sound, onde ela falou da facilidade em andar de bicicleta na Querida Imbicta e do seu dia-a-dia a pedal.
O cão, de seu nome Gaspar, tinha ido esticar as pernas com a dona. No regresso, já cansado, pediu, como costume, para ir para a caixa. O Gaspar foi motivo para mais uma conversa à volta das bicicletas e houve uma frase que ficou e que é mais ou menos a seguinte (se não for, a Luísa pode sempre corrigir):
Os cães são como as pessoas, vão-se adaptando às condições da vida.
Basicamente, se para ser transportado tem que ir na bicicleta, vai-se habituar a fazê-lo com naturalidade. Mais esperto que alguns humanos, não há dúvidas.
O hotel Estefânia, em Leça da Palmeira, muito frequentado pela colónia inglesa, em finais do séc. XIX.
Houve um tempo, não muito distante, em que andar de bicicleta em Matosinhos era muito normal, especialmente para as classes populares. Já tínhamos visto aqui.
Houve outra, antes disso, em que andar de bicicleta era coisa dos mais afortunados, como podemos ver inúmeros exemplos aqui. A fotografia ali em cima, tirada em Leça, parece ser desse tempo.
A fotografia foi encontrada no Porto Desaparecido.
What Drivers Really Think About Bikers: The History and Psychology of Sharing the Road
The conversation about “sharing the road” revolves around classes of “drivers” and “bikers” and “pedestrians,” as if we are members of competing tribes. (See our related video on how to share the road and not be a douchebag.) But in reality, a cyclist throws her Schwinn in the back seat and becomes a driver; a driver opens her door and becomes a pedestrian. So why does she sometimes open that door straight into the path of an oncoming cyclist?
Saber, no Good.
Mais um camião estacionado no sítio do costume. Profissionais a descarregar para o Pingo Doce da Circunvalação (ao lado da estação de metro das Sete Bicas).
Ainda deu para falar com os estivadores que estavam a fazer o servicinho e perguntar se achavam normal a senhora e o menino terem que ir pelo meio da rua. Limitaram-se a encolher os ombros envergonhados.