Ramal da Alfândega – uma ideia

Sempre tive a esperança de ver o Ramal da Alfândega reactivado para qualquer coisa tipo metro, eléctrico, whatever, mas confesso que a ideia de transformar aquilo numa coisa ciclo-fixe nunca me tinha passado pela cabeça.

É por isso de louvar esta ideia do Marcos Correia, que a trouxe até à Baixa do Porto.

No seguimento da leitura deste post e deste do blog Copenhagenize, surgiu a ideia de conceber um projecto semelhante para o desactivado (talvez abandonado seja uma palavra melhor) Ramal da Alfândega, ou seja, a implementação de uma ciclovia ao longo do seu percurso, ideias já implementadas em Portugal, como é o exemplo da ecopista do Dão.

O Ramal encontra-se encerrado desde 1989, e sem qualquer utilidade ou função no presente. Apesar de ser necessário um investimento ainda elevado, seria de certeza um passo importante para a evolução da cidade do Porto para uma urbe ecológica e inovadora transformar um troço abandonado numa revitalizadora ciclovia, como a cidade de San Sebastian, além de promover o uso do transporte público e de poder ajudar a descongestionar a área Baixa-Ribeira e de torná-la mais acessível a quem não possui automóvel.

San Sebastian Bicycle Tunnel – foto: Michelena at Diario Vasco – retirado de http://www.copenhagenize.com

Esta ideia já foi parcialmente sugerida pela associação GARRA, tendo também sido estudada a introdução do eléctrico no Ramal, solução que entretanto foi descartada.

PS: reparei entretanto que o meu querido sócio entretanto também publicou uma coisa sobre isto lá no tasco dele.

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2 thoughts on “Ramal da Alfândega – uma ideia

  1. É muito bem lembrado.

    Outra boa ideia e da qual nunca mais ouvi falar (deve estar fechada a sete chaves nalguma gaveta municipal ou ministrial) foi o concurso público lançado em Novembro de 2007 para reabilitação da Ponte Dona Maria, na altura em que se assinalaram os seus 130 anos. Previa-se, numa primeira fase um plano de conservação, que se previam obras de restauro nesse mesmo ano. Num projecto associado previa-se a criação de uma via ciclo-pedonal, que incluia a reabilitação das duas margens com a construção de esplanadas e restaurantes.

    Quem por lá passou, de comboio a carvão ou nos mais modernos, nunca se irá esquecer da adrenalina, do temor e tremor da experiência. Passaram-se muitos anos e a velha e lindíssima ponte continua abandonada à ferrugem e à corrosão. O projecto, que se dizia já estar financiado, nunca se concretizou. Ouvi dizer que é a falta de vontade política em o fazer avançar. Novidade! A utilização da ponte como passagem ciclo-pedonal, dar-lhe uma nova utilização, caminhar e pedalar, sentir o vento, a vertigem, a paisagem, poder calmamente tomar um café num fim de tarde, atravessar as margens seria agradável, mas acima de tudo contar com a velha e esquecida ponte firme e hirta. O património do povo portuense e gaiense, o património do Douro, o património da memória.

    Enervante e sem resolução, nem obras de restauro, nem nada. Qualquer dia a ponte vem abaixo.

  2. Pingback: Ramal da Alfândega – outra ideia « Um pé no Porto e outro no pedal

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