Tenho transportado na minha single speed, várias vezes por semana, pessoas de pesos e idades diferentes, malas, mochilas e compras.
Às vezes transporto mais do que dois destes artigos de cada vez. Às vezes tenho que distribuir os artigos pelo porta-couves e pelo tubo da frente (cross-bar, em americano). Às vezes está a chover. Muitas vezes faço-o na Baixa do Porto.
Não tenho cenas, nem complicações. Apenas penso que enquanto a bicicleta aguentar, quase tudo é possível.
Num dos testemunhos mais fixes que recolhi no Optimus Primavera Sound (começarão a ser publicados aqui num dos próximos dias), a Luísa, rapariga com quem me tenho cruzado nas ruas do Porto, diz-nos tão simplesmente que, no Porto, é só mitos.
A ilustração lá em cima explica bem aquilo que sinto quando pedalo pela cidade sem merdiosquices. A bicicleta é das máquinas mais fortes e fantásticas que foram criadas pelo Homem. Enquanto tiver pernas para pedalar…
Ilustração da Inés Sanchéz, gamada ao pessoal da Lucky Basterds.

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