As ruas que derramam carros
Goodbye, Sidewalks: London Planners Break Down Boundaries Between Cars and Pedestrians
Advocates for livable streets usually push for more sidewalks and bikelanes to protect pedestrians and cyclists from cars. Division is seen as the key to safety and participation. But a new project in London questions the idea of barriers to begin with, envisioning a “shared space” for the intermingling of vehicles and walkers. It may seem chaotic, but planners believe it could foster a more accessible, safer, pedestrian-friendlier thoroughfare by forcing everyone to slow down and be aware of who’s on the road.
Exhibition Road in London—a half-mile strip in the city’s cultural heart that draws 11 million visitors each year to its numerous museums and cultural institutions—will reopen next month without clear lane markers or curbs. As The Guardian describes it, the new design “is about suggestion rather than certainty.” Similar projects on other streets in London have decreased accidents involving pedestrians, showing that both walkers and drivers tend to pay better attention when they realize that they can’t rely on barriers to guide them.
Ler no Good.
Por cá, há uns anos, tentou fazer-se uma coisa do género em frente ao Museu Soares dos Reis, com resultados verdadeiramente desastrosos. A culpa é mais do fraco civismo das pessoas, da falta de fiscalização e do profissionalismo do calceteiro, do que do planeador propriamente dito. Também não ajuda aquilo ser um acesso às urgências do hospital, mas isso já se sabia antes do projecto ser feito.
O projecto “reformulado” da saída do túnel para a Rua D. Manuel II, já aprovado por todas as instâncias, foi apresentado hoje em conferência de imprensa pelas direcções do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) e da empresa municipal Gestão de Obras Públicas (GOP).
No topo da rampa, vão ser colocadas bandas sonoras e um sinal de proibição de circulação acima dos 30 quilómetros por hora. O pavimento da rua vai ser substituído por um lajeado de granito amarelo que obrigará também à redução da velocidade.
Os muretes de protecção do túnel vão afastar-se alguns metros da entrada do museu e está a ser colocado um lajeado amarelo em vez do asfalto, obrigando os automóveis a circular a uma velocidade máxima de 30 quilómetros por hora.
A saída do túnel mantém-se a 78,3 metros do museu e o limite de velocidade imposto terá de ser obrigatoriamente cumprido, caso contrário, o pavimento em granito causará danos à suspensão dos veículos.
A saída do túnel mantém-se no mesmo sítio, mas será criada uma zona de circulação automóvel a baixa velocidade, em jeito de praça (lajeado de granito amarelo) com 73,50 metros (abarcando toda a frontaria do Museu Nacional de Soares dos Reis). A velocidade máxima será de 30 quilómetros horários.
Em teoria, isto seria a “praça”, ondes os condutores e os peões iriam coabitar pacificamente:
Mas o que se verifica é uma coisa completamente diferente.
A saída do túnel é de uma agressividade atroz. Quem atravessa a rua, não consegue perceber, até ao último momento, se vem alguém a subir em direcção à superfície.
Qualquer espaço livre é aproveitado para estacionar. A inexistência de um desnível entre a via e a calçada, faz com que as pessoas se desinibam e metam o carro onde deveriam estar as pessoas. Em frente ao museu existem ums arabescos e umas letras de metal, a fazer a separação da zona de circulação, que já estão desfeitas pela pancada dos carros.
A fotografia seguinte, tirada pelo carro do Google, dá uma panorâmica de um dos dias mais calmos na zona.
Em frente ao Museu, só se vai a trinta à hora nos momento em que se abranda para o semáforo. Ninguém tem medo do empedrado, que até é melhor pavimento que a generalidade das ruas em paralelo. Está demasiadamente bem feito, ao contrário do normal.
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PS: este texto e respectiva fotografia do Paulo sobre o mesmo assunto, tal como sugerido nos comentários do postal:
e já agora, também o do Carlos Romão, que mostra o outro lado da rua, na Cidade Deprimente:
Nesta foto é interessante apreciar o Peugeot na rota da criança, que vai no meio da via porque o passeio foi tomado de assalto.









Concordo, é regra na Holanda mas por cá por enquanto nem passeios a 30 cm de altura assustam o estacionamento selvagem…
E depois de anos e anos de obra a céu aberto no Jardim do Carregal, dali nasceu um cú que caga carros em permanente desinteria. O stand exposto à porta do museu, na chamada praça pedonal, parece que já entrou na normalidade urbana porque nunca vi qualquer autoridade policial ou camarária a limpar o espaço.
Dessa coisa járegistei e falei aqui
Obrigado Paulo, actualizei o post com a tua sugestão. Abraço.
Para quem circula na direcção do hospital de Santo António, esse é um dos locais mais feios do Porto, e perigoso para os peões. Está na galeria dos Horrores Urbanos à Moda do Porto, da Cidade Deprimente.
Eu moro nesta zona e é mesmo perigoso atravessar ali, ou se atravessa no cruzamento de Adolfo Casais Monteiro com a D. Manuel ou só à beira do Hospital… Os carros saem muitas vezes em excesso de velocidade até porque quem vem do túnel até parece que se vai para uma auto-estrada (asfalto novinho e tal) e aquele piso que supostamente serviria para eles abrandarem não lhes afecta em nada (eu nem sabia da intenção daquele projecto, sempre achei aquilo um bocado feio)… E, claro, aqueles carros todos estacionados em frente ao Museu, além de ficar feio, as pessoas não conseguem circular sem correr perigo de levar com um carro que saia do túnel depressa demais…