Crónicas do Primeiro Mundo XLIII
Cada um dos cinco administradores da CP – Comboios de Portugal, empresa pública com um prejuízos superior a 195 milhões de euros e uma dívida histórica de 3,3 mil milhões de euros, tem um Mercedes da firma para utilização pessoal. Os carros de luxo foram, segundo o relatório do Governo da Sociedade da CP de 2010, adquiridos em regime de renting em 2008, altura em que o prejuízo desta firma do Estado já ultrapassava os 190 milhões de euros. Em 2010, a CP gastou 55 720 euros com as rendas destes cinco automóveis topo de gama.
José Benoliel, presidente do conselho de administração, Alfredo Vicente Pereira, vice-presidente, Nuno Moreira e Madalena Sousa, ambos vogais, contam cada um com um Mercedes E220CDI Elegance e Cristina Dias, que é também vogal, utiliza um Mercedes E 220CDI Avantgarde.
Isto não é populismo, é uma questão de decência. Via NGL.
Continuando…
Os trabalhadores da CP, têm vencimentos anuais muito acima da média portuguesa. De acordo com a folha salarial da CP a que o SOL teve acesso, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros por ano.
No Sol.




É. E eu tive que voltar para trás, em Setúbal, por supressão de um InterRegional porque o sr. revisor não ia ter comboio para o levar de volta para casa devido à greve que ia começar no dia seguinte e que afinal nunca chegou a acontecer.
Realmente foi uma tristeza (para quem vier aqui, fica o relato do César: http://blogplanoc.blogspot.com/2011/06/cicloturismo-familiar-do-plano-c-ao.html)
Mas vai haver novas tentativas, certo?
Foi pena, mas no fundo a única coisa que falhou foi a parte “sim-é-possível-dois-adultos-e-duas-crianças-irem-de-férias-sem-carro”, pois de resto, uma vez instalados o carro nunca saiu do estacionamento.
O conceito foi testado com sucesso, embora apenas parcialmente. Foi espectacular enquando durou, lol.
Quanto a outras tentativas, mini-férias não terei tão depressa, mas por exemplo um dia inteiro ou um fim de semana em Tróia (nem preciso da CP!), ficaram de ser pensados.
não há mesmo pudor … voltamos à idade média, enquanto o povo mal tem dinheiro para comer, estes neo-senhores-feudais continuam a viver na mais obscena opulência … e depois dizem que estamos em crise! na CP então … continuam a fechar linhas que são a única ligação “colectiva” das populações isoladas do interior para estes parasitas poderem andar de mercedes! como é que este país não havia de estar na merda?
Já nem falo só dos “pobrezinhos” do interior… por exemplo, não é possível demorar 3 horas do Porto a Viana.
Claro que uma coisa que só serve para transportar senhoras com galinhas e velhotes em “commuting” rural não é viável. Aliás, a linha Porto-Vigo só era rentável quando carregava tropas às Sextas e Domingos e porque não tinham outra alternativa, já que a camioneta, pré IC1/A28 demorava ainda mais tempo.