Ora prontos, ao fim de quatro viagens de casa para a escolinha, as duas por semana que me calharam na rifa, eu e a criação já somos veteranos do Leco Top Tube Child Seat.
Primeiro relata-se o mecanismo e as suas desvantagens:
Sendo um sistema móvel, há claro está, alguma mobilidade difícil de ultrapassar. Mesmo comprando uns parafusos de orelha que tanto permitem montar a coisa rapidamente (10 minutos), como fazer ajustes pelo caminho, o selim ainda abana um pouco. O filhote lá se foi habituando e já apanhou o jeito. Pior são os patins, que por vezes não resistem à pressão dos pequenos pés da descendência e acabam por descer (Pimba! Regista-se que estas ‘quase’redundâncias começam a sair naturalmente dos dedos aqui do vosso amigo). Penso que hoje consegui atinar com a coisa, porque nem o banco abanou, nem os pedais desceram.
Levar o puto à frente tem ainda a desvantagem de se viajar à Lucky Luke, ou seja, de pernil mais aberto do que o normal. Como é suposto ir devagar, não faz muita diferença.
De resto, o sistema é perfeito e muito seguro, uma vez que conseguimos controlar todas as movimentações da chavalada e ir interagindo pelo caminho.
Segundo, relata-se o percurso e constata-se que esta terra não é para deficientes motores ou para outros cidadãos com necessidade de descer passeios com recurso a rampas.
Onde moramos, em Aldoar, existe o início da ciclovia da Foz, que começa no Parque da Cidade e termina sabe-se lá onde. Esta ciclovia é assim a modos que um bocado anedótica. Foi feita a direito por alguém bem sentado na furgonete de fazer ciclovias e que não considerou o facto de ser suposto haver bicicletas e que as bicicletas andam à força de pernil, o que quer dizer que se devem evitar subidas.
Quem conhecer o percurso que vou relatar, sabe que não há, ao andar com crianças, alternativa ao passeio, dada a intensidade e fúria do trânsito em Antunes Guimarães, Boavista e Marechal Gomes da Costa. Bem, sendo o destino a Praça do Império e procurando evitar a subida da Boavista para Cristo Rei pela referida Ciclovia da Foz na zona do Garcia de Orta, opto então por descer Antunes Guimarães pelo passeio, atravessar a Avenida por onde der no momento, uma vez que não se podem descer desníveis de 30 cm (quando há rampas, são a pique) e há umas obras há pelo menos 3 semanas que tapam o passeio do lado do Aviz.
Do outro lado da Avenida, serpenteio por dentro do Aviz, com subidinhas ligeiras, até chegar à ciclovia, na rotunda de Cristo Rei. A partir daí é sempre a descer até à Praça do Império, com rampas em condições a servir as lambuzines das mansões na Marechal Gomes da Costa, o que dá muito jeito quando estas não existem nos cruzamentos.
Este percuso dá direito a mini-mapa na barra da direita.
Por fim relata-se a reacção do povo:
Ora portanto, ir no passeio de bicicleta com uma criança faz toda a diferença. Quando avisamos os peões da nossa presença, apressam-se a pedir desculpas e a abrir caminho e lá lhes vou dizendo não era suposto estarmos ali. Até a polícia sorri benevolentemente.
A chegada à escola é triunfal. Após abrir caminho entre as biaturas dos progenitores, professores e auxiliares, já que quase todos chegam em quatro rodas, entramos montados pelo portão até à portinha , deixando pelo caminho alguns pais incrédulos (positivamente, parece-me). Já no pátio, a chavalada que chega ao mesmo tempo sauda sempre o meu pequenito com um grande sorriso e quase todos puxam pelos pais para o ver a chegar montado na bicla.
Adoramos as terças e as quintas, apesar de demorarmos a chegar à escolinha um pouco mais do que o normal.
Esse sistema recorda-me as vezes em que só havia uma bicla para dois. Aí o meu irmão seguia à boleia, sentado no quadro, enquanto aqui o je se ia equilibrando e rezando para que os travões não falhassem.
O percurso escolhido é de fato o mais aconcelhável para uma bicicleta canguru. Com uma criança a bordo todo o cuidado é pouco.
Com o vosso exemplo, estou certo que, lá mais para a Primavera, haverão outros papás a transportar os filhotes de bicla para a escola. O meu rapaz, que já é grandote, só vê vantagens nisso.
Paulo, também podes optar por outras soluções: http://www.lisboncyclechic.com/?p=290 especialmente a da última foto que é mais apropriada para cargas mais pesadas :-)
(sugestão do Miguel Barroso)
1 abraço!
Ahhh… não (lol), o meu filho já vai a pedalar a sua própria bicicleta nos quase 3 km que tem pela frente até à escola!
Essa opção de transporte é uma boa ideia mas que ainda não presenciei nos passeios ou vias cicláveis, no entanto a “carreta” deverá ser a mais segura de todas.
Abraço.
Bem Imagino a cara de felicidade da criação a chegar à escola…
e a cara de infelicidade dele quando vê lá fora um dia como o de hoje e percebe que não pode ir de bicicleta :)
quanto à ciclovia do porto… é realmente feita a régua e esquadro sem qualquer enquadramento e apenas aconselhavel para quem quiser fazer BTT no meio dos carros!
E tu deves estar a contar os dias para a mudança do teu local de trabalho… pq ai… o Gui vai delirar! O Pai passa a levar à escola todos os dias!
Olha e como fazes quando tens que ir de fato!
Bem… optimas pedaladas!
Beijinhos grandes
É lindo. Eu tenho um carrinho atrelado e nunca usaria uma ciclovia como a de Cristo-Rei com ele. Mas pelos vistos já estão a “acabar” com ela.
E a parte de Cristo Rei ainda é das poucas que dá para utilizar… No outro dia experimentei o troço do parque da Pasteleira e só dá para rir… é uma descida/subida a pique a ziguezaguear pela encosta, cheia de curvas apertadas. Impossível andar.
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