Monthly Archives: November 2010
Há coisas tão simples que até parecem estúpidas II
Um dos objectivos deste blog(ue) é tornar o Porto mais plano, pelo menos na cabeça dos queridos concidadãos, uma vez que é aí mesmo que a Cidade tem mais altos e baixos. Num conjunto de posts já razoável tenho vindo a procurar desdramatizar a coisa.
Comecei aqui com o meu próprio percurso, que ilustra pefeitamente o que quero dizer. É sempre bom ver a cara “ah pois é” quando explico calmamente que 90% do meu trajecto de ida para o trabalho é plano, 5% a subir ligeiramente e outros 5% a descer a pique. Quando o meu pai, commuter ciclista por excelência, me explicou como vai trabalhar na sua belíssima Atala utilizando este trajecto, decidi fazer o mesmo e assim nasceu o 1PNPeONP.
Neste post e também neste, ilustrei como cidades com problemas maiores do que o Porto no que ao relevo diz respeito deram a volta por cima com muita força de vontade e algum investimento. Nesse último falei também de estruturas existentes no Porto, como o elevador da Lada, que une gratuitamente a Ribeira à Sé e o Funicular dos Guindais operado pela Metro e que une a mesma Ribeira à Batalha, ou seja a cota mais baixa a duas das mais altas, a partir das quais se consegue chegar sem esforço a grande parte da Cidade. Referi também o novo teleférico que unirá o Cais de Gaia ao Jardim do Morro fazendo assim o mesmo trabalho do lado de lá do rio.
No Sábado, vindo de uma reunião na escola do meu filho, experimentei levar a velha Nortada no Funicular, onde fui atendido por um exemplar funcionário da Metro que me apoiou na entrada na cabine com a bicicleta (não que fosse necessário). A viagem é magnífica e até deu para meter conversa com umas espanholas simpáticas de visita à Invicta num momento altamente cycle-chic, pelo menos na minha imaginação.
Ora portantos, seria extremamente simples articular as ciclovias com estes verdadeiros papa subidas que já estão disponíveis, bastando para isso assinalar e publicitar os acessos aos elevadores. Seria um grande contributo para a desmistificação da ciclabilidade do Porto, quando em escassos minutos os ciclistas se vissem a pedalar em plena Baixa sem terem feito qualquer esforço na subida.
Mas a coisa à partida não é tão simples para todos, principalmente os que utilizam a bicla para o commuting diário, pois estes dois elevadores (tal como o teleférico) se encontram em zonas nada distantes e sobem até pontos muito próximos uns dos outros.
É aqui que surge mais uma solução tipo ciclovia oculta, uma vez que… (introduz-se parágrafo para aumentar suspense)
… a Ponte da Arrábida está equipada, não com um, mas com quatro elevadores, que se encontram inactivos há dezenas de anos!
“Quando foi inaugurada, em 22 de Junho de 1963, a ponte dispunha de quatro elevadores para que os peões pudessem vencer a distância de setenta metros do rio ao tabuleiro, facilitando a travessia pedonal. Estava ainda equipada com duas pistas para bicicletas, um meio de transporte comum na época. Com a motorização do transporte pessoal estas facilidades desapareceram.”
Carlos Romão, na Cidade Surpreendente.
Agora que o Pólo da Asprela da UP vai entrar no Século XXI, o que poderia ser melhor do que unir as ciclovias das marginais do Porto e Gaia a zonas como o Polo do Campo Alegre (zona do CDUP), Boavista (pomposamente vendida como Central Business District), Palácio de Cristal, e toda a nova zona empresarial de comércio e habitação na zona do Arrábida Shopping, incluindo aquela coisa estranha nas Devesas?
Quanto custaria activar os elevadores, nem que fosse numa lógica “andante” para evitar abusos e diluir custos? Muito pouco, calculo. E para o cenário ser perfeito, poder-se-ia lançar um “passe ciclista” pré-pago que, a preços controlados, permitisse o acesso não só ao Metro, como a todas estas estruturas. Acreditem que em tempos de crise e de SCUT pagas seria um avanço para a mudança de mentalidades muito maior do que qualquer programa de bike-sharing.
Há coisas tão simples que até parecem estúpidas.
Unha Preta III
Intervenção na Quinta Musas da Fontinha. Ver aqui.
Crónicas do Primeiro Mundo VI
… ou como a Sanjam perdeu 13 euros por mês para a Saint-Karl por causa de uma bicicleta.
Pois é, ontem comprovou-se que um centro comercial é mesmo um dos grandes símbolos da suburbanidade e do culto do automóvel, mesmo se se localizar no coração económico de uma cidade.
Então foi assim. Decidi afinar a aerodinâmica da minha fiel Nortada e fui cortar o cabelo, ou melhor, passar a máquina no crâneo e abrir alas às entradas. Seguindo o velho ditado que reza que à primeira cai quem não sabe, à segunda quem quer e à terceira quem é burro, desisti de procurar barbearias tradicionais aqui nas redondezas da oficina após duas experiências surreais de dor e náusea. Como o regresso ao Adérito, barbeiro lá do bairro, não se coloca para já, por motivos explicáveis pela psicanálise, retomei há uns meses as idas ao Samjam onde tenho direito a todos os luxos que uns dedos bem treinados podem proporcionar a um escalpe depenado.
Ontem, como sempre na peregrinação mensal para manter esta gloriosa pinha nos trinques, desci a rampa do “Shopping Cidade do Porto” no Bom Sucesso e amarrei a Nortada a umas grades para carrinhos de supermercado que estão num canto e praticamente não têm utilização. É nesta altura que a história começa verdadeiramente, quando chega a correr o senhor guarda lá da garagem e muito nervoso e com um esgar escandalizado lança-me a seguinte pérola:
Ó amigo, desculpe, não viu o sinal que diz que são proibidas bicicletas no parque de estacionamento?
Perguntei-lhe porquê e lá expliquei ao rapaz que as bicicletas podem andar na estrada como os carros e as motas, não havendo motivo lógico para a proibição de as ter na garagem, tal como esses mesmos carros e motas. Disse que até nem me importava de pagar uma hora até ao início do período grátis, o que era um bom negócio porque não estava a ocupar o espaço de um carro. Aí, o zeloso guarda responde:
Não pode ser, a administração decidiu pôr o sinal porque havia malta que ia para o ginásio e deixava aqui a bicicleta… Faça o favor de sair.
Aqui quase me engasguei… o problema não é a bicicleta, mas a atitude insolente e ofensiva desses animais que vão a pedalar para o ginásio localizado nesse mesmo centro comercial e que até deve pagar uma renda! Proibição neles! Amputação dos pés para que nunca mais pedalem! Já!
Claro que deixei a minha reclamação para ter a certeza que alguém da administração daquela coisa do século passado ia pelos menos reflectir sobre o assunto e rumei à Rotunda da Boavista, até à concorrência , onde fui muito bem tratado pela Arminda e ao qual serei fiel a partir de hoje.
Declaração final: por princípio prefiro os comércios tradicionais aos outros, mas passa-se que estou mesmo mal servido aqui nas redondezas. Se alguém conhecer aqui para estes lados um sítio bom, à antiga, em que o barbeiro não cheire a tabaco e saiba usar uma máquina de rapar o cabelo e os diversos acessórios que fazem a diferença relativamente ao corte caseiro, faça o favor de recomendar e a questão da fidelidade referida em cima será revista.
Planeamento Colaborativo II
Esta é apenas a sugestão para a zona do Aviz começando junto da Mercedes e terminando junto aos Correios. Depois deveria seguir pela Rua Adriano Correia de Oliveira, e nunca pelo meio da Rua António Galvão, derivando depois para a Rua Dom Francisco de Almeida que para além de só ter um sentido tem pouco estacionamento e poucas casas.
Foi assim que chegou a sugestão de um amigo após ler a minha opinião sobre a maluqueira da ciclovia da Foz. O ponto referido é precisamente a alternativa à ligação do Parque da Cidade à Rua de Fez e Cristo Rei, sem que ter que se subir o Col d’Aubisque pelo lado do Garcia de Orta.
A coluna do lado foi actualizada com este percurso.
Motivar as massas XI
In this exclusive short film, Rapha founder and CEO Simon Mottram talks to Sir Paul Smith about the celebrated designer’s love of cycling… A revealing and engaging portrait of one man’s enduring passion for the sport, Paul Smith recalls his days as a young rider sneaking home copies of the ‘exotic’ newspaper, L’Equipe, the heroes that inspired him, and his father’s bemusement at the very un-English sport of road racing.
No Selectism.
Motivar as massas X
Já me têm perguntado:
Então e com esta chuva?
Eu respondo: ou espero, ou apanho com ela em cima, ou vou de Volvo. A minha bicicleta não tem guarda-lamas e desde Setembro só utilizei o carro para ir trabalhar 3 vezes. Só na semana passada esgotei a senha de 10 viagens dos STCP comprada em Agosto.
Eu respondo: agora ando menos de fato e quando tenho que o usar vou na mesma na fiel nortada, mas se não me apetecer, vou de Volvo.
E qualquer dia perguntam:
E quando tiver a chover, tiveres que ir de fato, houver greve dos STCP e do Metro e o teu escritório de repente tiver mudado para Valadares?
Eu respondo: nesse caso compro um SUIT 25, a forma prática de carregar um fato numa cruzeta (cabide, tá?), uma camisa, uns sapatos pipoca e ainda um portátil de executivo.
Andar de bicicleta é como tudo: tendo saúde, é só querer, porque alguém já arranjou forma de resolver todos os outros problemas a troco de uns trocos.
Crónicas do Primeiro Mundo V
Disparou contra estudante que atravessou a passadeira devagar
A Polícia Judiciária anunciou hoje, segunda-feira, a detenção de um homem de 42 anos suspeito de tentar matar, com uma arma de e fogo e em plena via pública de Valpaços, um estudante de 20 anos.
Segundo refere a PJ em comunicado, os factos ocorreram quando a vítima, acompanhada de dois colegas, atravessava uma passadeira em Valpaços e o arguido saiu do automóvel que conduzia protestando contra a alegada lentidão da marcha dos peões.”
No JN.
A vulgaridade do carro
¿Qué tienen en común los libros, las perlas, el jade, los coches y, ahora, las bicis? Todos ellos han sido usados como símbolos de estatus social. Antes de la imprenta, los escasos libros sólo estaban en las mejores estanterías; las costosas piedras preciosas muestran la exclusividad de sus portadores y cuanto más reconocible era el logo de un coche, icono del capitalismo, mayor era la supuesta clase del conductor/a. En el caso de los hombres también es bastante común hacer ciertas analogías con su virilidad. Ahora las bicis, con su esencia altermundista y cierto aire de contracultura, son un símbolo de estatus.
Ler o resto aqui e o texto original do NY Times aqui.
A lebre e a tartaruga
Motivar as Massas IX
New Urbanism
É ir ver os vídeos, no canal Metropolis do Babelgum, uma das melhores webTV que conheço e que costuma dar cartas no canal de música (recomendo muito os Lawn Party do SxSW).
Cidades do Futuro vs Futuro das Cidades
Recebi a visão de Carlos Leite sobre o futuro das cidades, um contributo apresentado no TED Santos, Brasil. Como o WordPress insiste nos bugs sempre que se tenta colocar conteúdo “embbed” e como a minha paciência se esgota com os conteúdos do vímeo e do youtube, fica aqui um outro vídeo para uma apresentação semelhante do mesmo autor:
Ver mais aqui.
Alerta amarelo
De acordo com fonte fidedigna, pode-se informar que estão a ocorrer algumas instruções que nos levam a acreditar que a CP pretende eliminar 4 ligações diárias, 2 em cada sentido, de comboios Porto-Pocinho. Neste momento, está a ser feita a contagem dos passageiros para terem argumentos para tomar a decisão. A contagem está a ser feita agora, que é um mês com pouco tráfego. Nos meses de Julho, Agosto e Setembro os comboios andaram cheios.Também há informações de agências de viagens ligadas aos barcos que levam à mesma informação.
Temos todos de nos unir e divulgar mais este erro que se vai cometer contra o Douro, num momento em que o Turismo está a crescer nesta sub-região, apesar da crise. A decisão será tomada para o dia 21 de Novembro, em segredo, para que seja apresentado como um facto consumado sem reacção das populações.
Quem quer sabotar o Douro?
José Ferraz Alves e Rui Rodrigues na Baixa do Porto
Poluição urbana
O excelente “Cidades” do Público emenda a mão do Jornal de Negócios e traz as bicicletas para o título do artigo:
Menos lareiras, mais gás natural e mais bicicleta.
Crónicas do Primeiro Mundo IV
A – Um “ctrl+f+bicicleta” num texto do Jornal de Negócios sobre cidades inteligentes e mobilidade deu o seguinte resultado: Nicles.
B – “Crise congela segunda fase do Metro do Porto”. Hoje, no JN
C – Ontem, na popular série de adolescentes da TVI, leu-se o seguinte diálogo numa coisa tipo messenger:
Adolescente 1: Há novos desenvolvimentos sobre a estúpida da minha irmã e o coiso.
Adolescente 2: a sério?
Adolescente 1: sim, anda ter comigo à esplanada da minha rua.
Adolescente 2: ok, vou pedir à minha mãe para me levar.
Adolescente 1: anda de metro que é mais rápido!
Adolescente 2: de metro? que horror, com aquela gente toda a cheirar mal?
Futuro é dar ao pedal
Mais aqui.
Dias
O sol voltou, temporariamente ao que dizem. Há dias que começam assim.
Temporal
Ontem, tal como hoje, fui obrigado a recorrer ao 501.
Transporte escolar
Ora prontos, ao fim de quatro viagens de casa para a escolinha, as duas por semana que me calharam na rifa, eu e a criação já somos veteranos do Leco Top Tube Child Seat.
Primeiro relata-se o mecanismo e as suas desvantagens:
Sendo um sistema móvel, há claro está, alguma mobilidade difícil de ultrapassar. Mesmo comprando uns parafusos de orelha que tanto permitem montar a coisa rapidamente (10 minutos), como fazer ajustes pelo caminho, o selim ainda abana um pouco. O filhote lá se foi habituando e já apanhou o jeito. Pior são os patins, que por vezes não resistem à pressão dos pequenos pés da descendência e acabam por descer (Pimba! Regista-se que estas ‘quase’redundâncias começam a sair naturalmente dos dedos aqui do vosso amigo). Penso que hoje consegui atinar com a coisa, porque nem o banco abanou, nem os pedais desceram.
Levar o puto à frente tem ainda a desvantagem de se viajar à Lucky Luke, ou seja, de pernil mais aberto do que o normal. Como é suposto ir devagar, não faz muita diferença.
De resto, o sistema é perfeito e muito seguro, uma vez que conseguimos controlar todas as movimentações da chavalada e ir interagindo pelo caminho.
Segundo, relata-se o percurso e constata-se que esta terra não é para deficientes motores ou para outros cidadãos com necessidade de descer passeios com recurso a rampas.
Onde moramos, em Aldoar, existe o início da ciclovia da Foz, que começa no Parque da Cidade e termina sabe-se lá onde. Esta ciclovia é assim a modos que um bocado anedótica. Foi feita a direito por alguém bem sentado na furgonete de fazer ciclovias e que não considerou o facto de ser suposto haver bicicletas e que as bicicletas andam à força de pernil, o que quer dizer que se devem evitar subidas.
Quem conhecer o percurso que vou relatar, sabe que não há, ao andar com crianças, alternativa ao passeio, dada a intensidade e fúria do trânsito em Antunes Guimarães, Boavista e Marechal Gomes da Costa. Bem, sendo o destino a Praça do Império e procurando evitar a subida da Boavista para Cristo Rei pela referida Ciclovia da Foz na zona do Garcia de Orta, opto então por descer Antunes Guimarães pelo passeio, atravessar a Avenida por onde der no momento, uma vez que não se podem descer desníveis de 30 cm (quando há rampas, são a pique) e há umas obras há pelo menos 3 semanas que tapam o passeio do lado do Aviz.
Do outro lado da Avenida, serpenteio por dentro do Aviz, com subidinhas ligeiras, até chegar à ciclovia, na rotunda de Cristo Rei. A partir daí é sempre a descer até à Praça do Império, com rampas em condições a servir as lambuzines das mansões na Marechal Gomes da Costa, o que dá muito jeito quando estas não existem nos cruzamentos.
Este percuso dá direito a mini-mapa na barra da direita.
Por fim relata-se a reacção do povo:
Ora portanto, ir no passeio de bicicleta com uma criança faz toda a diferença. Quando avisamos os peões da nossa presença, apressam-se a pedir desculpas e a abrir caminho e lá lhes vou dizendo não era suposto estarmos ali. Até a polícia sorri benevolentemente.
A chegada à escola é triunfal. Após abrir caminho entre as biaturas dos progenitores, professores e auxiliares, já que quase todos chegam em quatro rodas, entramos montados pelo portão até à portinha , deixando pelo caminho alguns pais incrédulos (positivamente, parece-me). Já no pátio, a chavalada que chega ao mesmo tempo sauda sempre o meu pequenito com um grande sorriso e quase todos puxam pelos pais para o ver a chegar montado na bicla.
Adoramos as terças e as quintas, apesar de demorarmos a chegar à escolinha um pouco mais do que o normal.
BTT
…ou Bicicletas para a Tânia e Tomé.
A Tânia e o Tomé são dois bons amigos que, dia após dia, zelam pela manutenção em patamares elevados dos meus níveis de cafeína.
Após prolongadas conversas sobre muitas coisas, entre as quais aquilo que vou falando por aqui, as afinidades foram sendo afinadas (zing!) e chegaram à conclusão que a bicicleta pode vir a ser o meio de eleição para o seu commuting diário (exagero para tornar a coisa séria). Diga-se que o deles não é à partida um dos piores casos de ineficiência, pois partilham o carro e ainda carregam umas mercearias, matéria prima com as quais preparam os melhores e mais saudáveis almoços da Praça da Galiza.
Bem, sentindo nas últimas semanas uma ligeira sugestão ciclística a pairar no ar e uma abertura declarada de ambos (!!!) à coisa do pedal, logo tratei de me oferecer para os ajudar com a transição e, depois de algumas discussões e análise de alternativas para o commuting entre a Praça da Galiza e a Rua do Campolindo, sentido de regresso a casa ao final do dia (a vinda é pacífica, pois a diferença de quotas ajuda), concluímos que o ideal é fazer a parte comum deste e deste percursos (o primeiro até está na coluna do lado), ou seja, seguir Miguel Bombarda até Cedofeita, passar pela Travessa de mesmo nome até Mártires da Liberdade, onde até se apanha uma parte pedonal, e depois até à Praça da República.
A partir daqui os três caminhos divergem e no caso BTT, a coisa até nem é má, para não dizer que é muito boa: uma pequena subida pela Lapa e depois pianinho Antero de Quental fora até ao Campolindo. Diga-se já que Antero de Quental é uma rua enorme e cheia de comércio “tradicional”, ou seja, não devem faltar motivos para encostar o guiador à parede. Os outros atractivos deste percurso foram já enunciados.
Olhando de cima para o mapa da Cidade até parece que estamos a dar uma certa volta, mas relembro que o objectivo deste percurso é evitar subidas desnecessárias no regresso a casa, o que quer dizer que na vinda para o ofício, de manhã, há como referido diversas alternativas com descidas para todos os gostos, como a Constituição, Rua da Boavista, Rua dos Bragas, Álvares Cabral e sucedâneos.
Ora então prontos. Um novo percurso na barra do Lado, que abre novas perspectivas para a ciclacidade (ok, a palavra existe, mas com outro significado) e commuting entre a zona do Campo Alegre e o lado de lá da Constituição. Já agora, no mapa, reparem o pouco que falta para chegar ao Pólo Universitário da Asprela.












